Escrevo para falar as vozes de mim. Dar-lhes caminho. Aqui elas circulam e os monstros descansam. Eles não me assustam mais.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O Décimo Terceiro.
O que para muitos era uma condição, pra ele se tornara uma opção. Manter-se vivo era apenas prolongar as inquietações que o atormantavam desde que se conhecia por gente ou, como disse sua analista, desde que assumira a posição de sujeito de sua vida. A opção em morrer era sua recusa em continuar buscando respostas que provavelmente não existiam. De onde viemos? Para onde vamos? Como se faz, afinal, um crock monsieur? Ao invés de viver uma vida conhecidamente sem graça, preferia o enfrentamento do desconhecido da morte. Mas não queria sofrimentos, por isso nada que envolvesse sangue ou falta de ar fora cogitado. Pilulas, a droga legalizada do século 21. Tinha algumas caixas de antidepressivos e ansiolíticos. E se a dose não matasse? E se virasse um vegetal sem autonomia, inclusive para se matar? Precisava ser criativo, merecia uma morte indolor, digna. Decidiu tomar 12 antidepressivos e um ansiolítico, desejando encontrar no amanhã uma forma mais agradável para morrer. Ou uma única razão para continuar vivo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Reescrita
Recentemente percebi que palavras com "re" dão trabalho. Revendo-as parece que as letras se encaixam perfeitamente, como se foss...
-
E nos obrigaram a pensar que a economia é o motor da vida, que o país é bom prá todos, que o mundo é sustentável, que o papel é reciclável, ...
-
Eram uma quadrilha. - Quem tá com o dinheiro mesmo não deixa aqui nessa merda, tá com o grosso lá fora. Mesmo assim é bom avisar, liga prá ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário