Escrevo para falar as vozes de mim. Dar-lhes caminho. Aqui elas circulam e os monstros descansam. Eles não me assustam mais.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Décimo Sétimo.
E estava cansado. Aquele tinha sido um ano pesado, mas nem por isso ruim. Ao contrário, sentia-se feliz. Tinha feito coisas que sempre quis, outras que não quis e ainda algumas que jamais desejou. Já não sabendo mais distinguir real de realidade ou ficção de fantasia, mergulhado que estava em seus próprios sentimentos, depois de 6 meses de criação, decretou-se em estado temporário de descanso. E não atendeu mais nenhuma ligação no velho celular. E não respondeu um sms sequer. E não acessou o facebook. Tampouco - palavra celeumática - abriu e-mail ou youtube. E não abriu a caixa do correio. E não verificou o saldo na tela do equipamento, mas imprimiu. E não pesou o prato de comida. E não recarregou o bilhete. E não comprou sonho de creme às quartas. E não emagreceu. E não correu. E não leu. E não escreveu mais. Até o décimo sétimo dia, aquele em que alguns acreditam que ele voltará.
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