terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sabotagem.

É incrível como a vida é escrita.
Desde muito menino tenho o hábito de escrever: textos, cartas, trabalhos escolares, aulas, bilhetes, diários, livro.
A palavra escrita é um indício da escrita da minha história. O mais fascinante disso é quando, sem perceber, registro o sentimento de um momento em forma de palavra.
Numa época dominada pela imagem, escrever mais de 120 caracteres é quase uma rebeldia: é a maconha do século 21!
Maldição de Cronos? Rebeldia literária?
Um misto de realização e ingratidão com a vida me invadem.
As palavras me sabotam e por isso tomo uma radical decisão: apenas por prevenção, não vou escrever nunca mais.
Pelo menos até amanhã.

2 comentários:

  1. Juro que não mais escreverei sobre teus pensamentos, nem sobre os meus.
    Juro que estou abandonando de vez minha velha companheira: a caneta tinteiro.
    Juro que passarei a eternidade sem riscar uma vírgula sequer.
    Lembro, porém, que meu eterno sempre dura somente até o findar do dia em que faço minhas juras - até as mais descabidas.
    (Dani Olives)

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